CLEBER TOLEDO
Atender a sociedade com um espaço de comunicação apartidário, focado na cidadania e comprometido com o desenvolvimento regional.

Após denúncia ao MPT, empresários recorrem a abaixo-assinado para derrubar taxa criada pela Fecomércio

0
Após denúncia ao MPT, empresários recorrem a abaixo-assinado para derrubar taxa criada pela Fecomércio
5 (100%) 2 votos
Presidente da Faciet, Fabiano do Vale: “Não é simplesmente uma reclamação, mas algo que pode afetar diretamente a saúde financeira das nossas empresas” (Foto: Divulgação)

A Federação das Associações Comerciais e Industriais do Tocantins (Faciet) estará recolhendo assinaturas na segunda, 17, e terça-feira, 18, para um abaixo-assinado contra o chamado Benefício Social Familiar (BSF). Conforme a entidade, os empresários que são contrários à contribuição social podem manifestar insatisfação por meio da assinatura, bastando comparecer à sede da Faciet nas datas, entre 8 e 18 horas, munidos de documentos de identificação.

O presidente da Faciet, Fabiano do Vale, defende a união do empresariado porque o BFS tem atingido a todos. “Nós, empresários precisamos nos unir para que a Fecomércio entenda que essa não é simplesmente uma reclamação, mas sim algo que pode afetar diretamente a saúde financeira das nossas empresas. Se tem uma coisa que nós não queremos é que, por conta de mais uma taxa, o empresário do Tocantins tenha que demitir ou, pior, fechar suas portas”, anoto.

Entenda
Instituído em convenção coletiva de trabalho (CCT), o Benefício Social Familiar obriga a empresa recolher mensalmente até o dia 10 de cada mês, a título de contribuição social, o valor de R$ 20 por trabalhador. Segundo a própria Federação da Indústria e Comércio do Tocantins (Fecomércio), a medida é um modelo de atendimento social e de apoio com que garante a reestruturação da família na ocorrência de falecimento, incapacitação total e permanente do trabalhador e contribui com conforto e adaptação no nascimento de filhos do trabalhador.

O BFS já chegou a ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) por 13 associações empresariais, que alegam que a cobrança para garantir a assistência criada “nada mais é que uma contribuição sindical, abolida pela recente reforma trabalhista”. “Comparado com o seguro de vida, o benefício social resultará certamente na demissão de milhares de trabalhadores visando a redução de custos”, projetou as entidades denunciantes.

Do outro lado, o Sindicato dos Empregados no Comércio do Tocantins (Seceto) saiu em defesa do BFS. O Seceto alegou que os benefícios dedicados para as empresas contribuem com a melhor gestão, redução de custos e apoio na comunicação com os trabalhadores. A entidade reforça que a contribuição tem como objetivo principal é amparar e colaborar com a reestruturação familiar dos funcionários. (Com informações da Assessoria de Imprensa)

LEIA MAIS
– Empresários vão ao MPT contra Fecomércio por “contribuição sindical” disfarçada de Benefício Social Familiar
– 
Alvo de denúncia de associações ao MPT, Benefício Social Familiar é defendido pelo Seceto

Leia também
Receba notícias do CT em seu e-mail
Inscreva-se para receber as últimas novidades e atualizações diretamente no seu e-mail.
Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento
Comentários
Carregando...