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Em meio a crise dos frigoríficos, Procon faz monitoramento da carne e diz que não há respaldo para aumento

Em meio a crise dos frigoríficos, Procon faz monitoramento da carne e diz que não há respaldo para aumento
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A superintendência tocantinense do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) realiza a partir desta quarta-feira, 9, uma operação de monitoramento dos preços da carne bovina na capital e em todo o Estado, com o intuito de acompanhar de perto as especulações sobre o aumento do preço do produto. A ação acontece após o  secretário estadual da Fazenda (Sefaz), Sandro Henrique Armando, afirmar que não haver motivos para aumento imediato mesmo se a suspensão de incentivos fiscais para frigoríficos fosse mantido.

Suspensão judicial

Para além da argumentação da Sefaz, o superintendente do Procon, Walter Viana, reforça ainda que os ruídos de aumento de preço da carne bovina não tem respaldo legal, uma vez que decisão judicial restabelecendo os incentivos fiscais. “Vamos monitorar com o intuito de coibir qualquer tipo de aumento injustificado do preço da carne, tendo em vista que o decreto que suspendia os benefícios concedidos às empresas está suspenso por determinação do Tribunal de Justiça, e mesmo que estivesse ativa, somente teria validade a partir de 9 de novembro”, comentou fazendo coro à argumentação de Sandro Henrique Armando.

Ajuda do consumidor

O Superintendente do Procon conclamou aos consumidores para também ficarem atentos, alegando que esse trabalho de monitoramento deve ter a participação de toda a população. “O nosso trabalho e sucesso nas operações também dependem muito do olhar atencioso de cada consumidor, é uma força tarefa”, finalizou. As denúncias podem ser feitas por meio do Disque Procon 151, ou por meio do Whats Denúncia no (63) 99216-6840.

Não é responsabilidade da indústria

Ao quadro Entrevista a Distância, o presidente executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes do Tocantins (Sindicarnes), Gilson Ney Bueno Cabral, negou qualquer atuação dos frigoríficos para o aumento do preço da carne. Ele afirmou que o setor não atua no varejo do produto, e que o preço é regulado pelo comércio, não pela indústria.


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