CLEBER TOLEDO
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José Salomão vai para a disputa em Dianópolis pela 5ª vez e avisa: “Prefeitura não é para estagiário e amador”

O ex-prefeito de Dianópolis e ex-deputado estadual José Salomão (PT) vai disputar o Paço pela quinta vez. “Estou empatado: ganhei duas e perdi duas”, brincou no quadro Conversa de Política, na série que entrevista os principais pré-candidatos do interior. A última derrota foi ocorreu em 2016, contra o atual prefeito padre Gleibson Moreira.

Dois fenômenos

Salomão avalia que dois fenômenos contribuíram para sua derrota nas últimas eleições municipais. Primeiro o fato de o adversário ter se apresentado como o novo, um padre que o ex-prefeito admitiu que era um empreendedor na igreja e que “soube misturar a fé com a política”. O segundo do motivo foi o tsunami do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que repercutiu na base e atingiu os candidatos do PT. “Foi um desastre para nós”, lembrou.

Saber perder

No entanto, Salomão afirmou que a vitória e a derrota fazem parte do jogo eleitoral. “Da mesma maneira que eu ganhei a eleição, tenho que saber perder também. Da mesma maneira que a gente acha bom quando se elege, também tem que aceitar quando é derrotado”, defendeu.

Não é para estagiário e amador

Contudo, ressaltou, uma coisa é ganhar a eleição, outra é administrar. “Prefeitura não foi feita para estagiário, para amador”, comparou, em referência a algo parecido que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse sobre a tentativa do global Luciano Huck de se colocar na corrida pelo Palácio do Planalto. “Tem que ter noção da coisa pública, os trâmites, os canais e saber como administrar. Uma coisa que está muito evidente, e foi muito alertado na época [em 2016], é que igreja é uma coisa, prefeitura é outra. Esse rapaz, não tenho nada contra [ele], parece que misturou as coisas e não soube como sair desse embaraço”, supôs.

Dianópolis exige postura diferente

Para o pré-candidato do PT, Dianópolis “exige uma postura diferente, um gestor que conheça a realidade, trate a coisa pública com mais seriedade, com transparência e, acima de tudo, com honestidade”. “Não tem que inventar a roda. É fazer o be-a-bá como tem que ser feito. Só gastar o que puder, existem os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, tudo isso tem que observar”, ensinou o ex-prefeito de dois mandato.

Avanços e realizações

Salomão disse que em sua gestão (2005-2012) Dianópolis conquistou “muita coisa e avançamos bastante em realizações, transparência e honestidade”. “O que não deixa de ser obrigação de qualquer cidadão, principalmente quem lida com a coisa pública”, defendeu.

R$ 7 milhões em caixa

Ele garantiu ter deixado a prefeitura organizada, com dinheiro em caixa e todas as contas pagas. “Não deixamos nenhum centavo de dívida e R$ 960 mil em caixa, livre. Somando tudo, o fundo de previdência municipal e os fundos que existem, recursos engessados, no caso da saúde, educação e desenvolvimento social, deixei mais de R$ 7 milhões em caixa”, apontou.

Orgulho da gestão

O ex-prefeito contou que seu “orgulho” foi ter transformado Dianópolis numa cidade universitária. “Criamos a Fades [Faculdade para o Desenvolvimento do Sudeste do Tocantins], que era um sonho da estudantada do município e da região, encampada depois pela Unitins, e hoje temos três cursos muito bons. No governo Dilma, com [Fernando] Haddad ministro da Educação, conseguimos levar o instituto tecnológico para a cidade. Imagine o efeito multiplicador disso tanto no ensino como na economia da região”, propôs.

A passos de tartaruga

Salomão ainda lembrou que em seu governo é que foi inaugurado o projeto de fruticultura Manoel Alves, que considera “a redenção da região”. “Mas que, infelizmente, está andando a passos de tartaruga”, lamentou.

Oito partidos na base

Para as eleições, o ex-prefeito disse que já conta com oito partidos em sua base. Com chapa para vereador, cinco: PT, MDB e Podemos, e faltam detalhes para garantir PL e DEM. Sem chapa de vereador, conta com Progressistas, PSD, PCdoB e PV. O vice já está definido, é o ex-vereador Dico, do Progressistas.

Vasco e PT até morrer

Sobre o motivo de ter permanecido no PT depois de tantas turbulências pelas quais o partido passou, Salomão avaliou que, se for ver o que a sigla fez pelo País e “o que alegam o que ele ‘desfez’, acho que o saldo é bastante positivo”. “Existem companheiros de primeira linha que estão compondo os quadros do partido. Tenho 23 de filiado e costumo brincar que sou Vasco e PT até morrer. É uma questão que está enraizada demais, coisa do coração também”, avisou.

Confira a íntegra da entrevista do ex-prefeito José Salomão ao quadro Conversa de Política:


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