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Traições, brigas e derrota do governo na Finanças marcam definição de comissões da AL

Traições, brigas e derrota do governo na Finanças marcam definição de comissões da AL
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As discussões entre os deputados estaduais para a escolha dos membros das principais comissões permanentes da Assembleia, na noite dessa terça-feira, 5, revelaram um verdadeiro “racha” entre os parlamentares. Ao que parece, a troca de insultos que viu nas articulações ainda são reflexos da eleição pelo comando da Casa de Leis, ocorrida na sexta-feira, 1º.

Nos bastidores, as informações são de que haveria uma tentativa de “isolar” deputados “rebeldes” — leia-se: os que não apoiaram a eleição do presidente Toinho Andrade (PHS) — como Luana Ribeiro (PSDB), Junior Geo (Pros), candidatos avulsos na disputa pela Presidência e um terceiro nome, incógnita, que votou nulo, entre outros.

Uma das “punições” seria deixá-los de fora das principais comissões permanentes da Casa: Constituição e Justiça, e Redação, de Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle e do Comissão de Administração, Trabalho, Defesa do Consumidor, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Serviço Público.

Um dos principais atritos ocorreu entre a deputada Luana Ribeiro (PSDB) – derrotada na disputa pela Presidência da Assembleia – e seu colega Olyntho Neto, também do PSDB. A parlamentar, segundo o deputado Zé Roberto (PT), teria sido excluída de todas as comissões por Olyntho. Luana chegou a chutar a porta da comissões, quando seu colega tucano a fechava enquanto os dois discutiam.

Apontado como um dos responsáveis pela exclusão de companheiros da eleição da Mesa Diretora, Olyntho foi derrotado pelos colegas na disputa pela presidência da Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle, cargo que ele já tinha como certo. Era o nome do Palácio Araguaia para a vaga, e a imposição da derrota deixou o governador Mauro Carlesse (PHS) extremamente irritado.

Vai ter consequências
A “exclusão” de Luana e de outros “rebeldes” teria sido articulada, segundo o petista, pelos deputados Olyntho, Eduardo Siqueira Campos (DEM) e Ricardo Ayres (PSB). “Isso vai ter consequências aqui nesta Casa. Eu não sou palhaço, eu não sou moleque, e não aceito esse tipo de coisa”, avisou Zé Roberto.

Para o deputado Fabion Gomes (PR), as comissões, sobretudo as mais importantes, precisam ser fiscalizadas. Mesmo afirmando que não se sentiu excluído das comissões, ele disse considerar desleal a forma como se deu o processo de escolha. “Essa é uma forma muito sacana de se tratar um deputado. A malandragem não vai prosperar contra o povo do Estado do Tocantins”, disse o republicano, ao defender Luana Ribeiro.

Em recado supostamente direcionado aos “articuladores da exclusão”, Luana chamou a eleição para a escolha dos membros das comissões de “coronéis”, já que estariam formando uma espécie de “curral eleitoral”. “O tempo do coronelismo, da política de cabresto, já se passou. Agora, vivemos um momento de transformação, de maturidade da política. É isso que eu tenho a dizer, por hora”, disparou Luana, durante as discussões.

Novatos e veteranos
E a “exclusão” foi “democrática”. Não diferenciou nem deputados veteranos nem novatos, como Vilmar de Oliveira e Leo Barbosa (ambos do Solidariedade). “O que estamos vendo hoje, aqui nesta Casa, são conchavos feitos por uma panelinha que está excluindo deputados. Eu me sinto envergonhado com o que está se passando aqui”, criticou Vilmar.

Segundo Leo Barbosa, mesmo seu partido tendo a segunda maior bancada desta Casa, ele não foi chamado para nenhuma discussão sobre a composição das comissões. “Estão tentando criar aqui um alto e um baixo clero, no qual os deputados alguns deputados vão ditar o rito do processo legislativo; quando vota isso, quando não vota”.

Léo avisou que ele não é a extensão do pai, o vice-governador Wanderlei Barbosa (PHS). “Alguém me disse hoje: ‘você é filho do vice-governador’. Não, eu estou aqui como deputado”, descarregou.

Comissões definidas
Depois de muita confusão, foram definidos os nomes de presidentes e vice-presidentes de quatro comissões permanentes da Casa. Os demais deverão ser eleitos na sessão matutina desta quarta-feira, 6.

Para presidente e vice da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) foram eleitos, respectivamente, os deputados Ricardo Ayres e Jair Farias (MDB).

Para a presidência da Comissão de Finanças, Fiscalização, Tributação e Controle, os deputados escolheram Nilton Franco (MDB. O novato Issam Saado (PV) é o vice.

O emedebista Elenil da Penha é novo presidente da Comissão de Administração, Trabalho, Defesa do Consumidor, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Serviços públicos. A vaga de vice ficou com o Professor Junior Geo.

Junior Geo e Leo Barbosa foram escolhidos, respectivamente, presidente e vice da Comissão de Educação, Cultura e Desporto.


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