CLEBER TOLEDO
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Na véspera da paralisação, Plansaúde faz propostas a sindicatos e suspensão do atendimento passa a ser parcial

Apesar da paralisação do atendimento ao Plano de Assistência ao Servidor (Plansaúde) ter sido anunciada ainda no dia 7 por entidades classistas, o governo só iniciou as negociações com as categorias nesta segunda-feira, 21, a um dia do início da suspensão. O Estado se comprometeu a revisar a tabela e o manual do Plansaúde em conjunto com os sindicatos e solicitou um prazo de 10 dias para apresentar novo cronograma de pagamento. A proposta agradou o Sindessto, mas o Simed manteve mobilização.

Mais um crédito ao Estado, mas homologado pela Justiça

Em conversa com a Coluna do CT, a presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços da Saúde do Tocantins (Sindessto), Maria Lúcia Castro, afirmou que “mais um crédito” foi dado ao governo porque as reivindicações foram acatadas, citando o alinhamento do pagamento entre as empresas, revisão das glosas e o pagamento da referência 5 até o dia 5 de novembro. Entretanto, para além do acordo verbal, ainda ficou acertado que a proposta vai ser homologada judicialmente. Conforme a sindicalista, a partir daí, qualquer novo descumprimento resultará em paralisação imediata.

Médicos ainda paralisados

Já o Sindicato dos Médicos (Simed) afirma ter entregado uma proposta para o governo na reunião e ainda aguarda uma resposta. A presidente do Simed, Janice Painkow, explica que a paralisação está mantida e só será revogada por decisão da base em nova assembleia geral. A entidade deliberou pela suspensão do atendimento ao Plansaúde no dia 17 reivindicando alteração na tabela de valores para pagamento por consultas e procedimentos.

Proposta viável a todos

O diretor do Plansaúde, Ineijaim Siqueira, foi o responsável por conduzir a reunião com as entidades. Ele destacou a dificuldade financeira na qual passa o plano e defende uma organização equilibrada que agrade a todas as partes. “O que nós buscamos é discutir juntos com os prestadores, propostas que sejam viáveis a todos, ao plano e aos seus credenciados, garantindo a qualidade e continuidade dos serviços oferecidos aos usuários do Plansaúde”, defendeu em material enviado pela Secom.

Estado irresponsável

Representante dos usuários, o Sindicato dos Servidores Públicos (Sisepe) também se reuniu com Ineijaim Siqueira. Na avaliação da entidade, o Estado não tem conseguido gerir o plano de forma a não prejudicar o funcionalismo. “A gestão estadual não tem sido responsável e eficiente em relação ao Plansaúde. Diversos problemas, como a falta de designação do conselho fiscal, cumprimento de prazos para liberação de atendimentos e até garantia de todos os serviços contratados da Infoway, conforme estabelecido no contrato, sem falar nos atrasos dos pagamentos. São diversas irregularidades ao longo dos meses que culminaram em um gravíssimo problema, a paralisação do atendimento”, comentou o presidente do Sisepe, Cleiton Pinheiro, após a confirmação da suspensão parcial.


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