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Estados do Tocantins e de Goiás são condenados por morte de militante durante a ditadura; ele deve receber busto em Natividade

A Justiça Federal condenou a União e os estados do Tocantins e Goiás a indenizar em R$ 500 mil a família de Ruy Carlos Vieira Berbert, militante do Movimento de Libertação Popular (Molipo), que fazia frente à ditadura militar. Ele foi encontrado morto em Natividade em 2 de janeiro de 1972, após ter sido preso pela Polícia. A decisão do dia 9 deste mês foi tornada pública por uma série de tweets do site The Intercept Brasil.

Maus tratos e tortura

Até então a causa da morte de Ruy Carlos era tida como suicídio, conforme registros da ditadura militar, o que não foi reconhecido pelo juiz Fabio Kaiut Nunes. Conforme o site The Intercept Brasil, que teve acesso à decisão, o magistrado aponta que o militante foi a óbito por asfixia mecânica por enforcamento, decorrente de maus tratos e tortura nas dependências da Cadeia Pública de Natividade. Conforme a sentença, moradores do município relataram ter ouvido barulhos no prédio e a presença de policiais de fora da cidade na noite anterior ao falecimento.

Homenagem em Natividade

Além da indenização da família, a Justiça Federal determinou que União e o Tocantins coloquem bustos em homenagem a Berbert em Jales (SP), cidade natal da família de Ruy Carlos, e Natividade. “O ponto nevrálgico da memória de Berbert, a ser estabelecido perante a população brasileira, é que um cidadão sofreu prisão ilegal por agentes públicos; no contexto dessa prisão sofreu maus tratos, tortura e foi morto; e seu cadáver foi ocultado e jamais entregue à família”, diz trecho da decisão, conforme divulga o The Intercept. Ainda cabe recurso.

Conheça a história

A história de Ruy Carlos Vieira Berbert pode ser encontrada na página da Comissão da Verdade de São Paulo. A produtora tocantinense Super Oito também fez um documentário para narrar a história de Berbert e de outros militantes da Molipo, o “Labirinto de Papel”.


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