O Ministério Público (MPE) ingressou com ação judicial contra a Prefeitura de Cariri do Tocantins visando à correção de falhas estruturais, sanitárias, administrativas e de segurança no Centro de Saúde e na Unidade de Saúde da Família Manoel Pedro Pires Filho. A medida ocorreu na quarta-feira, 4.
SERVIÇOS DE SAÚDE
O promotor Marcelo Lima Nunes avalia que as falhas persistem há diversos anos e que são incompatíveis com uma prestação adequada de serviços de saúde. A ação requer que sejam estabelecidos prazos de 30 a 120 dias para a correção das pendências e que seja estabelecida multa pessoal aos gestores, para o caso de eventual descumprimento. Também requer a imposição de pagamento por danos morais coletivos ao prefeito e ao secretário.
VISTORIAS DO CRM
As inconformidades foram constatadas em uma sequência de vistorias do Conselho Regional de Medicina (CRM), a mais recente delas realizada em 2025. Embora o município tenha informado algumas medidas, como a reforma da Unidade de Saúde da Família, a avaliação é de que as iniciativas não foram suficientes.
IRREGULARIDADES ESTRUTURAIS
De acordo com o MPE, no Centro de Saúde, persistem irregularidades estruturais, assistenciais e administrativas, como a ausência de pia com água corrente e a insuficiência de macas ou leitos na Sala de Reanimação. No consultório médico, faltam itens indispensáveis para o atendimento, como balança, oftalmoscópio, fita métrica e meio para leitura de imagens, além de lençóis e cadeiras em quantidade suficiente. Também foram registradas pendências documentais relevantes no CRM e no corpo de bombeiros.
UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA MANOEL PEDRO PIRES FILHO
Na Unidade de Saúde da Família Manoel Pedro Pires Filho, por sua vez, a vistoria mais recente constatou a permanência de deficiências estruturais e assistenciais relevantes, como mofo, trincas e infiltrações; um cenário de precariedade do Centro de Material Esterilizado; a ausência de vacinas essenciais; e inadequações na sala de imunização e na sala de atendimento de enfermagem. Também foi registrada a preocupação quanto ao protocolo de atendimento antirrábico, diante da informação prestada pelo médico de que o fluxo adotado é incompatível com a realidade epidemiológica local.
















