A realização do 29º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em São Luís (MA), nos dias 16 e 17 de março, reforça um fato cada vez mais evidente: a Amazônia Legal ocupa hoje um espaço central nas discussões sobre o futuro do Brasil e do planeta. Mais do que uma região geográfica, trata-se de um território estratégico cuja relevância ambiental, econômica e social ultrapassa as fronteiras nacionais.
A Amazônia Legal ocupa cerca de 58% do território brasileiro e abriga aproximadamente 29 milhões de amazônidas. São milhões de brasileiros que vivem em um território de dimensão continental, marcado pela diversidade cultural, pela riqueza ambiental e por um enorme potencial de desenvolvimento.
Essa região é formada por nove estados — Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins — que, ao longo dos últimos anos, vêm fortalecendo sua atuação conjunta por meio do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal.
Essa integração tem ampliado a capacidade de articulação política e institucional da região, permitindo que os estados amazônicos participem de forma mais ativa das instâncias de formulação das políticas públicas nacionais. Quando os nove governadores atuam de maneira coordenada, a Amazônia passa a ter uma voz mais forte e mais organizada nos grandes debates do país.
Nesse contexto, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, tem ressaltado a importância estratégica dessa articulação regional. Para o governador, fortalecer o Consórcio da Amazônia Legal significa ampliar a cooperação entre os estados, compartilhar soluções e construir uma agenda comum capaz de responder aos grandes desafios da região.
O Consórcio representa hoje um espaço fundamental de cooperação entre os estados, permitindo o compartilhamento de estratégias e a construção de agendas comuns em temas centrais para o desenvolvimento regional. Entre esses temas, destacam-se especialmente meio ambiente, segurança pública, desenvolvimento regional e regularização fundiária, pilares essenciais para a estabilidade e o futuro da Amazônia.
A atuação conjunta também reforça o peso político e econômico da região nas decisões nacionais. A Amazônia Legal reúne uma economia diversificada que inclui agropecuária, bioeconomia, mineração, indústria e serviços, além de possuir enorme potencial para atividades sustentáveis ligadas à floresta, à ciência e à inovação.
Ao mesmo tempo, a Amazônia permanece no centro das discussões globais sobre mudanças climáticas e preservação ambiental. Sua biodiversidade, seus rios e suas florestas desempenham papel fundamental na regulação do clima e na manutenção de serviços ambientais essenciais para o planeta.
Mas é preciso reconhecer uma verdade essencial: não existe preservação da Amazônia sem oportunidades para os amazônidas. A proteção da floresta está diretamente ligada à geração de renda, ao fortalecimento das economias locais e à construção de políticas públicas que garantam dignidade, segurança e desenvolvimento para quem vive na região.
Fortalecer a integração da Amazônia Legal é fortalecer o Brasil. É reconhecer que os desafios e as oportunidades da região exigem cooperação, visão estratégica e políticas públicas construídas de forma conjunta.
Ao atuar de maneira coordenada, os nove estados demonstram que a Amazônia não é apenas um tema ambiental. Ela é, acima de tudo, uma agenda de desenvolvimento, soberania e futuro para o país e para o mundo.
MARCELLO DE LIMA LELIS
É secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins















