O trâmite da autorização da Assembleia Legislativa (Aleto) para que o Estado celebre contrato de R$ 56 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi tema de um debate nesta quinta-feira, 16, entre o titular da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Marcelo Lelis (PV), e o presidente da Comissão de Administração (CATDC), Trabalho e Defesa do Consumidor, o deputado Jorge Frederico (PSDB), em um curto debate. Os dois participaram do programa Hits FM.
MATÉRIA SEGUE NA COMISSÃO DE FINANÇAS
Jorge Frederico foi bastante crítico à nota enviada pelo governo estadual que o cita como um dos responsáveis – ao lado de Olyntho Neto (MDB), presidente da Comissão de Finanças – pela morosidade da tramitação do projeto. “A matéria sequer chegou na minha comissão ainda. Então, não tem como avaliar. As falas do governador [Wanderlei Barbosa, Republicanos] quanto à nossa pessoa foram equivocadas… Um equívoco da assessoria que encaminhou a ele”, afirmou.

UMA CASA NADA PONTUAL AGORA ABRE E FECHA SESSÕES EM MENOS DE 6 MINUTOS
Em contraponto, Marcelo Lelis citou a experiência que teve na Aleto como deputado estadual e sugeriu uma certa má-vontade da Casa. “Não quero polemizar. Quem conhece a Assembleia sabe como as coisas acontecem. A pontualidade não é algo rotineiro. “Não quero polemizar. Quem conhece a Assembleia sabe como as coisas acontecem. A pontualidade não é algo rotineiro. […] Ai, de repente, você vê a Comissão de Finanças ser aberta às 13h59 e fechada às 14h03, não dando tempo para deputado”, afirmou. O secretário dá o exemplo de Eduardo Fortes (Republicanos), que chegou a gravar vídeo na porta da Sala das Comissões após este episódio.
JORGE FREDERICO REBATE E CULPA BASE PELA FALTA DE QUÓRUM
Jorge Frederico criticou o exemplo citado por Marcelo Lelis, isto porque mesmo com a chegada a tempo de Eduardo Fortes, a sessão da comissão não poderia ser aberta por apenas dois deputados. Com base nisto, o parlamentar voltou a criticar o que chama de “narrativa” para culpar a oposição neste tema, isto porque nesta quarta-feira, 15, apenas três deputados de situação estiveram presentes na Aleto:Claudia Lelis (PV), Ivory de Lira (PCdoB) e Gipão (PL). “A oposição estava presente. Por que a base do governo não estava presente para votar uma matéria que o governo julga importante? Algo está errado. O governo precisa articular para que estejam presentes para, pelo menos, dar o quórum mínimo”, rebate.
GOVERNADOR VAI CONSEGUIR PRORROGAR PRAZO
Marcelo Lelis não respondeu diretamente a provocação de Jorge Frederico, apenas voltou a defender o projeto e argumentou que a polêmica terá um “curto espaço de tempo” porque o governador Wanderlei Barbosa conseguirá a prorrogação do prazo de assinatura do contrato para que a Aleto possa apreciar a matéria. Entretanto, o secretário ponderou. “Se não for bem sucedido, nós temos um problema: a perda deste recurso por uma questão meramente política. Não tenho medo de afirmar”. “O BNDES está estarrecido. Como podemos discutir se vamos aceitar R$ 56 milhões de doação para uma pauta importante como esta”, chegou a dizer em outro momento.
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