A Justiça Eleitoral suspendeu nesta quinta-feira, 25, a divulgação de mais uma pesquisa de intenção de voto para governador do Tocantins, desta vez realizada pela ‘Exata.GO’. O levantamento foi questionado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), mesmo autor da representação contra o Lucro Ativo. A decisão é do juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira.
IMPOSSIBILIDADE MATERIAL E FINANCEIRA PARA REALIZAR PESQUISA
Para suspender a divulgação, o magistrado argumentou ser flagrante a “impossibilidade material, logística e financeira” para a execução de uma pesquisa de seis dias, com 22,8 mil entrevistas, em 54 municípios, por apenas R$ 10 mil. “A simples operação aritmética revela um custo aproximado de irrisórios R$ 0,43 por entrevista. Ainda que a representada [‘Exata.GO’] alegue que abriu mão de sua ‘margem de lucro’ por ‘opção estratégica’, o valor é e manifestamente incompatível para cobrir os custos operacionais mais básicos exigidos”, resume.
VÍCIOS METODOLÓGICOS
Além da questão financeira e logística, o juiz Adriano Gomes também entende haver “vícios metodológicos”, como a omissão das siglas partidárias de todos os pré-candidatos nas perguntas estimuladas. “Em eleições majoritárias e proporcionais, a correta identificação da agremiação partidária é elemento integrante e inseparável do estímulo cognitivo em pesquisas eleitorais. A sua supressão direciona indevidamente a manifestação de vontade do eleitorado, caracterizando vício material no instrumento de coleta”, acrescenta.
LEIA MAIS:













