A Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) da Polícia Civil (PC) informou ter cumprido na manhã desta segunda-feira, 15, o mandado de prisão preventiva contra a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada no âmbito da Operação Falsa Emergência e considerada foragida da Justiça.
APRESENTAÇÃO ESPONTÂNEA
A investigada se apresentou acompanhada de advogado por volta das 8 horas da manhã no Fórum de Palmas, onde foi submetida aos procedimentos judiciais cabíveis, incluindo audiência de apresentação e custódia.
DETIDA NA COMANDO GERAL
Após a conclusão dos atos judiciais, a custódia da investigada foi transferida para a Polícia Civil, que formalizou os procedimentos relacionados ao cumprimento do mandado. Na sequência, a investigada foi encaminhada para os procedimentos de praxe e ficará recolhida no Quartel do Comando-Geral (QCG), onde permanecerá à disposição da Justiça junto aos demais presos na segunda fase da operação: a secretária da Saúde, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa
ENTENDA
A Operação Falsa Emergência foi deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins com o objetivo de apurar possíveis crimes contra a administração pública, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de capitais relacionados ao termo de colaboração firmado para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. As investigações seguem em andamento e visam ao completo esclarecimento dos fatos, bem como à responsabilização de todos os envolvidos, observados os princípios do devido processo legal e da ampla defesa.
PARCERIA QUESTIONADA DE TODOS OS LADOS
A terceirização das UPAs é alvo de uma série de questionamentos. Após a formalização da parceria em março, o Paço e a SCMI respondem a processo capitaneado pelo Ministério Público (MPE), Defensoria e o vereador Vinícius Pires (Republicanos), que listaram irregularidades como a falta de credenciamento e transparência, além de identificar pagamento antes mesmo da publicidade do contrato. A suspensão do contrato chegou a ser deferida pelo Tribunal de Justiça, decisão que foi derrubada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Paralelo ao processo, não existe apenas a Operação Falsa Emergência, mas também um inquérito do MPE para apurar suposta prática de atos de improbidade administrativa.













